Uma almofada barata gerada por IA, uma bolsa Hermès e uma pergunta curiosa sobre o futuro.
NA SEGUNDA, ninguém precisa:
#1 - Prometer novamente que não irá procrastinar:
Melhor deixar essa promessa pro mês que vem.
#2 - Se desesperar por ter se atrasado para o trabalho presencial:
Amanhã acorde mais cedo…e se atrase com calma.
Bom dia a todos.
Menos para quem faz pergunta complicada faltando 2 minutos pra reunião acabar.
Hoje eu quero dividir uma ideia que não saiu mais da minha cabeça depois de um post que vi no Instagram
OLHO MÁGICO. O que eu estou vendo fora do mundo corporativo
A IA é coisa de pobre?
Como não ser fisgada por essa pergunta? O algoritmo do Instagram me ofereceu e eu aceitei. E foi assim que eu conheci o trabalho do João Pedro Feio, ou só @f.eio, um artista que produz conteúdo nas redes.
No post em questão ele conta sobre uma almofada com tema natalino que a mãe dele comprou em uma loja popular. A estampa, segundo ele, foi claramente desenvolvida por IA:
“Mãos erradas, olhos vazios, aquela simetria morta que não engana ninguém com repertório visual mínimo. E foi ali, numa almofada barata, que uma ficha grande caiu. A inteligência artificial não vai “democratizar” a arte. Vai segmentá-la socialmente.”
Abaixo o print que arredonda essa bola quadrada que o artista joga no colo da audiência ó:
Isso me fez pensar no mercado de luxo, que mesmo antes da IA já se posicionava dessa maneira:
“Isso não é uma bolsa. É uma Hermès costurada por monges tibetanos que, uma vez ao ano, sobem a montanha no solstício em busca das cabras off-white de algodão peruano”. (como não sou público alvo da marca precisei imaginar uma propaganda)

Para a META AI do meu whatsapp, isso é uma cabra offwhite que dá origem ao algodão peruano. Sobre a improbabilidade de existir produto peruano no Tibet, a AI não me questionou…
Acessar uma Hermès é para poucos. E com a IA parece que esta busca pela distinção será ampliada para outros públicos, que desejarão produtos e serviços com o selo “human inside”.
Imagina o potencial de propaganda:
Conheça o Alysson, o humano de carne e osso que criou o seu cartão de visitas
ou ainda
“Este livro foi integralmente escrito por um SERUMANO. Inclusive, não passou por correção ortográfica para preservar o “toque artesanal” do autor.”
Pode parecer só piada, mas exercitando um pouquinho nossa capacidade de ler o futuro, uma mudança de olhar assim pode impactar enormemente muitos mercados e muitas profissões.
E nem sou eu dizendo.
Analistas da Gartner preveem que, até 2032, ao menos 30% das maiores economias do mundo deverão adotar “cotas de humanos certificados”, regras que garantam um nível mínimo de participação humana no trabalho.
Aqui a notícia de outubro de 2025, que saiu na Business Insider e que me fez pensar na inversão de lógica que pode ser que a gente viva.
Ou “cota para humanos” é novidade só por aqui? *rs
Será que a arte, um campo amplo que tanta gente luta para popularizar, será cada vez mais elitista?
Ou será que artistas, de diferentes classes sociais, serão finalmente valorizados por uma sociedade que passará a enxergar no trabalho artesanal um diferencial importante frente à IA?
E o que mais me intriga: será que seremos capazes de distinguir o que foi feito pela IA e o que foi feito por um humano?
Como não tenho certezas, achei que valia trazer essa discussão pra cá. Assim, além de não resolver, eu passo pra frente as minhas nóias.
Comigo não morreu!
(se esta expressão não significa nada pra você, eu só sinto muitíssimo!)
Até quarta!
Gabi Teco

