NA SEGUNDA, ninguém precisa:
#1 - Reparar que só existem dois tipos de pessoas no mundo:
A que escova o dente mantendo a espuma dentro da boca e a que baba na pia durante o processo. Normalmente estas duas pessoas se casam.
#2 - Lembrar que o trimestre está terminando
E o que vc fez? (leia com a voz da Simone, cantando Então é natal). Se der uma angústia por aí, das duas uma: ou você não fez muita coisa e agora vai precisar correr, ou você fez muita coisa e já deve estar querendo cantar Então é natal de novo. Bora. Ainda faltam 30 dias.
Bom dia a todos.
Menos para quem usa chatGPT pra fazer comentários no Linkedin.
UM DADO, que ninguém precisa…
1.4 TRILHÃO de dólares até 2027
Esta é a previsão do Statista para o tamanho do mercado global de bem-estar.
E este valor é o DOBRO do arrecadado por esta indústria em 2022.
O que chama a minha atenção não são os novos produtos e serviços
I-M-P-E-R-D-Í-V-E-I-S (contém ironia).
São coisas mais antigas do que andar pra frente. E aqui o ditado faz sentido porque estou falando de corrida (ou você já esquece que, há dezenas de milhares de anos, corríamos de leões na savana para sobreviver?).
Hoje, uma simples saída para correr pode virar um investimento de quatro dígitos, se a meta for performar um bom corredor em 2026.
Quando descobri que uma certa marca aí vende uma MEIA por R$ 270 (sim, uma meia, aquela mesma que você torcia o nariz quando a Tia Neide te presenteava no natal), notei que algo de errado não estava certo.
Indústria do bem-estar? Ou indústria da performance do bem-estar?
Outro dia chamei um amigo pra almoçar aqui no meu estúdio e perguntei o que ele queria comer. A resposta:
“Pode ser qualquer coisa leve. To “ozempicado.”
A frase me pegou, hein?
Literalmente PICADO pelo Ozempic, meu amigo perdeu todo e qualquer brilho na hora de decidir o que comer.
E picados pela nova indústria do wellness (gourmetizaram o nome, assim dá pra cobrar mais caro), milhões de pessoas estão reduzindo seus orçamentos em ultraprocessados e dobrando a aposta para SER saudável, mas não só. É preciso PARECER também.
De longe, me parece uma boa notícia.
De perto, bom, aí não tenho dados para comprovar. Mas segundo as vozes da minha cabeça, em algum momento essa conta vai chegar.
De toda forma, vale aqui os “insights corporativos":
Se você trabalha em um setor passível de um reposicionamento para uma pegada mais “saudável", corra (pode ser com a meia da tia Neide mesmo) porque tem oportunidade.
Quer um exemplo? Já tem hotel prometendo a noite perfeita para entrar na lista dos mais recomendados do segmento “Turismo do sono”
Atente-se aos códigos: o beach venceu?
Antes o happy hour era no bar “cola braço” onde a gente rachava cerveja litrão. Agora é na quadra de beach tênis com drinks funcionais que custam o equivalente a 3 latões comprados na conveniência (referência para quem é marmiteiro-raiz). A pergunta que não quer calar: quem aí na firma está performando o que?
UM PRINT, que ninguém precisa…
Salvei achando que jamais usaria. Agora é sua vez.

Quarta-feira é dia de texto-ensaio, formato mais parecido com o que você já consumia por aqui.
Até breve!
Gabi Teco
